1. violonista

músico - violonista, arranjador

Tom Jobim Para Violão Solo

(Delira Música)


" A maior parte do repertório de Tom Jobim para Violão Solo compreende canções e Murray soube explorar muito bem as nuanças desse material, "cantando" as linhas melódicas e apresentando as conduções de vozes com clareza - sem falar no acabamento sonoro, digno de concertista de alto nível. Entre os destaques estão os lindos arranjos de Murray para a valsa Imagina, Eu preciso de Você e a lírica Tema para Ana. Já Antigua, Chora Coração, Estrada Branca, Garoto e Luiza demonstram o amplo arsenal de recursos orquestrais e violonísticos de Bellinati, um grande mestre nessa função. A delicada Chanson pour Michelle, arranjada por José Edwin Murray, fecha esse belo álbum. Excelente!"
(Fábio Carrilho, Guitar Player - Agosto de 2011)

"Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim e Daniel Murray se somam para multiplicar por dois o que parecia incomensurável. Ao dividirem seus talentos, autor e intérprete se acrescentam e agregam fortuna ao que parecia nem precisar de tanto mais para ser ainda muito melhor."
(Aquiles Reis (MPB4) - Maio de 2011)

"Distante de qualquer virtuosismo vazio, Daniel Murray encontrou, por meio de seu violão elegante, novas maneiras de exibir a beleza da obra de Jobim"
(Carlos Calado, Guia da Folha - 27 de Maio de 2011)

"Daniel Murray é um artista irrequieto, e sua sede por novas possibilidades de expressão agora volta sua atenção sobre Tom Jobim. A música de Jobim é esbelta: material de âmbito estreito, poucos elementos minuciosamente arranjados numa forma perfeita e de atmosfera insólita. Ao contrário de tantos projetos que se apropriam de Jobim e desfiguram sua música, Daniel se rende à precisão de sua arte. Em seus arranjos e interpretações, escolhe uma sonoridade lírica e os registros e texturas exatos para que a arte de Jobim apareça mais límpida e persuasiva. É preciso maturidade para se deixar mimetizar, desta forma, a um compositor, e Daniel aqui se iguala a Jobim em sabedoria artística."
(Fabio Zanon - São Paulo, 2010)

"O som está perfeito, o da gravação e o teu som. Os arranjos são de um bom gosto extraordinário! Eu nunca tinha imaginado a possibilidade de se trazer o Jobim orquestral para dentro do violão. Você conseguiu esse feito com maestria. Num tempo de valorização da correria desabalada, do virtuosismo gratuito e sem conteúdo, ouvir o teu CD me transportou para um oásis de beleza musical. O disco é música o tempo todo, sem concessão de nenhuma espécie. Pra resumir eu acho que você fez o melhor disco do Tom de todos os que eu ouvi..."
(Mauricio Carrilho - Rio de Janeiro, 2010)

"Tenho um especial carinho pelo violão. Não só por ser o instrumento que toco, mas também pelas suas qualidades intrínsecas. O violão clássico, seis cordas de nylon, acústico, tem uma sonoridade profundamente pessoal. Nas mãos de um mestre pode “cantar” uma melodia com coração e sensibilidade ou executar uma rapidíssima frase, com força e energia. Além disso o instrumento, com a sua peculiar distribuição da afinação de suas cordas oferece inúmeras possibilidades harmônicas sofisticadas, com inversões únicas. Um instrumento completo. Uma pequena orquestra, cheia de cores, nuances e dinâmicas que permite um compositor e arranjador pintar seu quadro com contrapontos rítmicos e melódicos.

Este CD do Daniel reúne uma coleção de pedras preciosas – o repertório, os arranjos e a execução. Canções de Antonio Carlos Jobim, também violonista, incapaz de escrever uma nota feia. Os arranjos de Paulo Bellinati e do Daniel são ricos e sonoros, demonstrando o profundo conhecimento que ambos têm do instrumento e, ao mesmo tempo realçando toda a beleza da musica do Tom. E, finalmente, o Daniel, violonista, ourives-mor desta joalheria – impecável artista, com uma linda sonoridade e um coração que se percebe em cada nota.

Desejo sucesso e longevidade para este projeto, que já me é muito querido."
(Oscar Castro-Neves - Califórnia, Outubro de 2010)


...universos sonoros para violão e tape...

(Petrobras/Canto Discos)


"Recém-lançado em São Paulo, o disco do violonista Daniel Murray intitulado Universos Sonoros para Violão e Tape traz boas surpresas para o cenário eletroacústico. Experimental, contemporâneo, versátil e, acima de tudo, criativo... o difícil mesmo é descrever esse disco por inteiro, algo entre Gismonti e Cage, talvez. Seja como for, este trabalho independe de rótulos."
(Jonathan Gregory, Revista Violão Pro, 2008)


"O violonista Daniel Murray lança um importante álbum em que prevalece o diálogo do violão acústico, muitas vezes tocado de maneira não-convencional, e sons eletrônicos abstratos. Murray é um virtuoso e os compositores gravados, Lelo Nazario, Silvio Ferraz e Flo Menezes, são músicos rigorosos e consistentes... para quem deseja ampliar o gosto estético, vale a pena ouvir esse violão ao mesmo tempo brasileiro e experimental."
(Guga Stroeter, Guia da Folha, São Paulo 19/12/2008)


"...o jovem violonista Daniel Murray, nos proporcionou, em seu recital, uma visão da riqueza e da diversidade do repertório brasileiro."

"...longe dos ritmos trepidantes, de “sambas” estereotipados, a interpretação inspirada de Daniel Murray traduz, por outro lado, os acentos melodiosos, mas sempre sensuais..."

"...um verdadeiro momento de felicidade aplaudido calorosamente, por um público encantado..."
(Le Télégramme, 30/09/2003)

"Fiquei impressionado ao ouvir as interpretações de Daniel Murray. Sua versatilidade, sua sensibilidade, sua técnica, se colocam como ferramentas de construção da grande Música. Houve um tempo em que instrumentistas temiam ou estranhavam o novo universo sonoro dos sons eletrônicos. Daniel Murray é mestre e exemplo para as novas gerações de instrumentistas. Ele sabe se transmutar como peça de destaque ou como peça integrante em cenários sonoros os mais diversos."
(Jorge Antunes - Fevereiro de 2012)

Um resumo

Musica Erudita/ Experimental/ Instrumental Brasileira

Solo, Duo e Quarteto.

Considerado um dos mais talentosos violonistas de sua geração, desenvolve uma ativa carreira como intérprete, arranjador e compositor. Apresenta-se como solista e em grupos de câmara no Brasil e no exterior ao lado de grandes músicos como: Paulo Bellinati, Israel de Almeida, Toninho Carrasqueira, Rogerio Wolf, Heloisa Petri, Andrea Kaiser, Joaquim de Abreu, entre outros célebres violonistas e músicos brasileiros.

Em 1997 conquistou o segundo prêmio no Councours International de Guitarre de Trédrez-Locquémeau na Bretanha-França, aos 15 anos de idade.

Em turnê pela Bretanha-França, apresentou-se nas cidades de Rennes, Nantes, Lannion, Paimpol, Pont l'Abée, St. Michel-en-Grève, Saint Quai Perros, Prat, com o Trio Kej e o violonista francês Roger Eon. Cursou o 17ème Stage International de Guitare (Fondation Krüger, Mas de la Coüme, Mosset, France) com o professor Alberto Ponce.

Gravou com o Trio Opus 12 de violões (Paulo Porto Alegre, Daniel Murray e Edelton Gloeden) a Suite Retratos de Radamés Gnatalli, em arranjo do próprio Radamés a eles dedicado. Lançou seu primeiro CD solo “...universos sonoros para violão e tape...”, com o patrocínio da Petrobrás, retratando o ambiente da música erudita contemporânea brasileira estreando várias obras e a ele dedicadas.

Integra, desde 2009, o Quarteto Tau de violões junto a Breno Chaves, José Henrique de Campos e Fabio Bartoloni, e formou junto ao violonista e compositor Chico Saraiva o Duo Saraiva-Murray, com quem acaba de fazer concertos pela Europa (Paris, Londres e Portugal). Em 2011 realiza pelo ProAc uma tourneé paulista de seu segundo trabalho solo "Tom Jobim para violão solo" (Delira Música). Realiza também uma tourneé nacional junto ao "Trio Universos", formado por Giuliana Audra (flauta) e Sergio Kafejian (eletrônica em tempo real) através do Programa Petrobras Cultural.

Biografia

Nascido em 1981 começou seus estudos musicais aos 6 anos de idade. Com 13 anos,  incentivado pelo violonista José Murray,  dedicou-se mais intensamente ao estudo do violão, vindo a ter aulas do instrumento com Floriano Rosalino, Celso Brescia (na Cia das Cordas),  Edelton Gloeden, Paulo Porto Alegre... Desde então, vem se apresentando como solista e camerista, em espaços como Centro Cultural São Paulo, Teatro Municipal-SP, Masp...

Aos 15 anos, classificou-se em segundo lugar no Concours Internacional de Guitarre de Trédrez-Locquemeau (França), vindo a estudar com Alberto Ponce, por um mês, em La Coûme nos Pirineus. Desde então estudou alaúde com Silvana Scarinci e Carin Zwiling.

Com 17 anos, ingressa na FASM-Faculdade Santa Marcelina, estudando musica contemporânea com os professores Silvio Ferraz e Flo Menezes, tendo continuado com esse último seus estudos de análise musical, após concluir o curso de graduação.

Em 2001 começou a dedicar-se também à composição, estudando com João Carlos Assis Brasil.

Em 2002 formou um Duo com Paulo Porto Alegre, seu professor, dedicado à interpretação do repertório moderno e de vanguarda para dois violões.

Em junho de 2003 deu um recital solo, em Nantes-França, de musica popular brasileira e musica contemporânea, incluindo algumas de suas composições. Participou como bolsista do XXXIV  Festival de Campos do Jordão. Em agosto tocou no Festival Musica Nova,  e em setembro e outubro na França, em Lannion e em Paris (Embaixada do Brasil e na Maison de l'Amérique Latine).

Em 2004, participou como intérprete e compositor na criação do espetáculo de dança-teatro Me Gusta Neruda, junto ao clarinetista Gustavo Barbosa Lima e aos bailarinos Juan Castiglioni e Marisa Magalhães. Apresentou-se no projeto Cenapoética, com o poeta francês Yvon Le Men em vários lugares em São Paulo, e no Festival Étonnants Romantiques em Combourg, na França.  Tocou em Paris na Fête de la Musique (Embaixada do Brasil).  Participou da BIMESP-Bienal de Música Eletroacústica de São Paulo.

Atualmente leciona violão erudito na Cia das Cordas.  Faz parte do Trio Opus 12, trio de violões, com Paulo Porto Alegre e Edelton Gloeden, e apresenta-se  regularmente com Paulo Bellinati e Israel de Almeida . É violonista convidado do Núcleo Hespérides - Música das Américas, grupo composto pelos músicos Andréa Kaiser, Antonio Ribeiro, Rosana Civile, José Antonio Soares, Paulo Porto Alegre, Joaquim de Abreu, Rogério Wolf, Heloisa Petri, José Augusto Mannis e Celso Delneri, tendo se apresentado, entre outros lugares, na sala São Paulo.

©2007-2014 Daniel Murray
criação Samuel Vasconcellos